terça-feira, junho 13, 2017

Soneto de Orfeu 3 - Rainer Maria Rilke - Tradução Eric Ponty



3
Um deus pode fazê-lo. Mas quão, diga-me, deve
Um homem o segue por meio da lira acanha?
Sua mente é clivagem. No encontro dos dois
O coração não concebe um templo para o Apolo.

A canção, quão você ensina, não é desejo,
Não lavrando por algo ainda no final alcançado;
A música é existência. Fácil para o deus.
Mas quando existe? E, mas quando ele,

Passar a terra e as estrelas sobre o nosso ser?
Juventude, não é isso, de seu amor, mesmo
Se, então, sua voz forçasse sua boca aberta – olhe

A olvidar sua música brusca. Isso acabará.
O canto real é uma respiração diferente.
Um sopro por nada. Um voejar no deus. Um vento.
Tradução Eric Ponty

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