sábado, maio 23, 2015

As cidades incivis – Éric Ponty



                               A urbe de é ajeitada de duas meias orbes. Na elementar, deparar a grande colina de aclives vertiginosas, raios formados por correntes, um batel com cabinas giratórias, a cúpula enlaçados no meio. A segunda meia orbe é de pedra e mármore e cimento, com o banco, as fábricas, os palácios, o matadouro, a escola e tudo que resta inclusive a floresta. Uma das meias urbes é adsorve, a diversa é efêmera e, quando completa a sua ocasião, é partida, desmontada e desvirtuada conquanto, demorada para os chãos inúteis de outra meia urbe.
                                 Igualmente, todos os anos aborda o dia em que os amassa-barros apartam os frontões de mármore, desabam os muros de pedra, os pilares de cimento, desmonta o secretaria, o edifício majestoso, as plataformas, a depuraria de petróleo, o hospital, transporta para seguir de pracinha em pracinha o percurso de todos os anos, e começa-se a contar quantos meses, quantos dias se deverão esperar até que a caravana retorne e a vida inteira recomece.
Eric Ponty

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