terça-feira, setembro 17, 2013

O pássaro tristeza crepúsculo breu - Eric Ponty



O pássaro tristeza crepúsculo breu,
não vê paisagem só que conclama almas humanas,
sozinhas pendem flor fez cacto está arado,
é são gritos inverno traduz melodia.

Na serra velha que há são dos cânticos prados,
enganosa da terra erra pelo horizonte,
às sombras nada jus na clemencia das tardes,
canto olvidado luz que descente do prado.

O Sempre novo do astro entreve qualidade,
clamor apaziguado sobrevém do pássaro,
murmurando no campo escoa última chuva.

Assim vão tempos são aclamados pela árvore,
furtiva se faz sina entrevê marcas campo,
canção surge assovio proclama a chama voz.

II
Ao desfazer a luz brilho transcende,
retorno das ruínas cegas sol,
são chispas dos cavalos ofertados
esperança que pulsa da montanha.

Angústia carregamos nos louvados,
sobre montanhas gritos liberdade,
apanágio da glória nos calamos,
sobre rumor do dia foi sonegado.

Levamos cicatrizes pelos ombros,
carpindo aos olhos mágicos da luz
tal crianças largadas que no campo.

Surdos ventania cegos horizonte,
a manhã clara abril desfoca fonte
renascida do breu se aflora serra.
Eric Ponty

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