segunda-feira, setembro 16, 2013

O Pássaro para observar o longínquo



O Pássaro para observar o longínquo,
a mão que desnuda-se o solo vê chão,
tocado nas nuvens que vão dispersas
setembro  tabula dos homens que partem.

Canção nasce prado no som melodia,
nascer  é mistério pascer  despe nu,
tristeza resume dolente do grito,
o verde do prado noturno silente.

Tal ave faz branca do céu do mistério,
ruído  do campo se traduz coisas
silente silêncio dormir dentre serras.

A fonte cristal no passeio faz urgir,
estrela caída vem céu passa serra,
menino correr se despede da agrura.
Éric Ponty

Nenhum comentário: