quinta-feira, novembro 15, 2012

Pequena Quimera à Pierre Chardin - Éric Ponty

              Não se compreende se os historiadores confiam em tudo o que se pronuncia acerca de   Eusebius Sophronius quando este lhe delineia os livros lidos em suas visões divinas; mas o tradutor da Vulgata Latina tranquilamente continua a ressoar na mente de Pierre Chardin  francês com maior raridade e zelo do que a nenhum outro dos tradutores, que dedicaram a fazer uma duma marginalia em seus grossos volumes. Existe um período na vida dos tradutores que se confessa ao orgulho pela imensa amplitude dos autores que conquistamos para à alma, nisso surge uma imensa à melancolia de saber que em breve olvidaremos de distinguir e abarcar, e, é nessa sensação de vazio que brota num relampejo dum raio de Sol  com o odor dos pergaminhos após adentrar às cinzas de civilizações que se resfriam nos lapsos da memória.

                   Abrolha-se em Chardin  uma vertigem que faz estremecer ás páginas e os se lembrar dos  historiadores nos lacres dos dorsos dos pergaminhos, enrolando um depois do outro às visões que promulgam a ruína dos últimos eruditos de ruína em ruína, e arredando o lacre dos sinetes de escrituras dos quais nunca se ouviu falar, e, que imploram humildemente à proteção dos olhares eruditos. 

         O que nos parecia à soma de todos às visões ao abismar-se, é um esfacelo sem fenecimento e sem formato, que a sua devastação pelo Tatalo é demais para ser suprida pelo nosso erudito francês, que o palma do conhecimento sobre os sumos adversários vulgarmente conhecidos como traças nos fez herdeiros de destroços. Somente nas marginalias de Chardin, que  se obtém distinguir, através das divisórias e dos tostes destinadas a desmoronar ante à angústia de que nada se pode fazer acerca do Tálamo duma filigrana de um representação tão afável ser carcomido de cupins.

              Partindo-se de tal visão  e prostrando a memória em noites insones  em direção aos pergaminhos contaminados, encontra-se um soneto, relido com sensatez  de Chardin cujos versos ressoam como se fossem cúpulas de douro, efígies de bronze de todos os deuses como quis Lucrécio - De Rerum Natura murmurando na consciência chardinana:

Deleitar-se por essência os nomes devem
perene vida em ócio imperturbável,
de nós mui além e dos eventos nossos:
imune de agonias, de ameaças isenta,
ricos de seu, de nós não carecendo,
são indiferentes ás virtudes nossas!
Sobre eles o raiva não tem domínio.
Só o homem, cativo á terra, em vida inunda
Acurvava-se à queda intolerância,
Que lá dos céus, visita borda a frente! 

               Em sua mente  gracejadas de estranhos signos como dum teatro onde de repente algum texto olvidado surge à mente, talvez por um caos qualquer que à memória erudita conceba-se diante de tantos textos perplexo olvide-se do soneto murmurar à si:

O acanhado deus de o Amor mentir vez repouso,
por seu lado a sua marca inflamar coração,
embora muitas ninfas, jurem vida casta,
veio dum desfecho por; mas sim mão solteira.

O belo votará teve até aquele fogo,
muitas legiões de imos certos acendido,
E então o general da veleidade tão acesa,
Jazia, dormir, do lado virgem indefeso.

Esta marca ela por extinção frescor bem,
que do fogo do amor tomou calor perpétuas,
Ardendo dum banho e remédio salutar

Aos homens doentes; mas eu, presa do meu amante,
Vieram à cura, disso por que eu provarei:
Fogo do amor acende água; água esfria, não amor.

           Em sua sede donde se concebe sua sala real de leitura, do qual Chardin, sempre se veste com honorável pompa às vezes um galo canta todas as manhãs no alto dum toste. 

           Todas essas lembranças o erudito já concebe por tê-los visto em outros pergaminhos. Mas há particularidades desta é quem chegam numa noite qualquer, quando os dias lavados as nuvens de Era reluzem com os lumes multicores juntos às portas, esses ecos perfazem a mente erudita como num poema chinês a King Wan do poeta Leang Sze :
King Wan, destino, arde agoniado.
e nada aguentou por fazer.
tens direito filhos carecem agora ser airosos.
Senhores do Reino venceram!

No feitio sua força, ausentemos minar;
em nossos corações, vamos santuário ;
há paz se fez em nossos imos,
No instante perdura nosso derradeiro limite.

Intermedeio foi que veio à Chow,
decreto do Céu ao Vosso Louvor.
nos nossos imos Prezamos agora,
ideal passará há ser conosco.

         No fundo somos induzidos nos admirar com aqueles que concebem ter convivido com esses pergaminhos, e, nesta ocasião se sentiram reluzentes em suas almas como uma ode epifanica surgida do acaso como Chardin iluminado pela efígie de Eusebius Sophronius .
Éric Ponty

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