domingo, setembro 30, 2012

As terras de montanhas - Eric Ponty

As terras de montanhas cardiais,
sou como altiva ave som serial,
nós doutros, vozes verves capitais,
afame tenho espaço filial.

Custar-te-emos prolixa pura serra,
mas, persistindo freio homilia erra,
ao se pagar nós botará sinal,
aprecia nascimento tão formal.

Á quanta frentes negas magoa terra,
são das visões das glórias cridas guerras,
prado parte que aterra versos tal.

Desperta bela chama desse espanto,
verso trabalho escrevo já o meu pranto,
qual verso pudibunda pelo sal.

II
Que terra e moça trama florescente,
dum cedro-rosa excelsa mais que mente,
dor alguma acolchoada do ocidente,
sujeita amostra nasce mais da crente.

Que prova à aquisição de tão traçada,
das quais nos acertou ramos passada
à moça si aceitou-se nos deixou,
nós prestigioso galho odor passou.

A lua, vibra surgida traz tão sério,
que fulgura no meio do hemisfério,
é porque pasce à herança verdadeira.

Nós, que esperamos jugo do mistério,
que inda pasce do fraco rio império,
surge imoral serpente, verdadeiro.

Eric Ponty

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