Sexta-feira, Julho 01, 2011

Óculos


Ó meu nobre, querida visão ombreada,
vasto de mim na natureza atura,
consciente igual servil e tão mortal,
tenho por ti do melhor que há mim.

Ó meu nobre, querida visão ombreada,
Instrumento que meço na visão;
Ó Perdição minha cansaço deixo,
minha ilusão passar num rio elixo;

Veja são dos marinheiros passam,
é vida exala própria lide no ar,
já passam folhas, passam moças par.

Sim a sonhar, os querubins são flechas,
entoam as marchas  música que cura,
doridas dores d´alma salta e canta.

Eric Ponty

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