A nevoa ansiada batendo na porta,
qual flor que brotada no acaso da horta,
a flor que se esvai nessa dor sempre aflita,
manhã que se abrolha na luz que se agita.
Acaso vida não falava das lágrimas,
passar nessas verves poentes serras natas,
passada frisagem no largo azuis matas,
cantigas dos laicos, das aves acimas.
Desvão da manhã que tocada ao grão,
daquele media pelos dias noites sós,
sentidos ao homem carpido em nós.
Anseia da lua que batendo já agora,
passar que decaí nessa dores do chão
a noite que abrolha que vozes afora.
Eric Ponty
0 comentários:
Postar um comentário