Domingo, Junho 05, 2011

Soneto para pradaria
Aos poucos vou cantando pela pradaria,
anunciando princípios começos finais,
da minha verve inata encanta desencantos,
das asas das folhagens verdes nuas duma árvore.

Saltitam sombras sós cometam entre si,
intervalo imantar coisas difusas fim,
dos cavalos azuis nublados, ser auroras,
selvagens da sombra ida que perpassam lida.

No horizonte de abril, chegam aos poucos, calmos,
vem trazendo consigo na algibeira lenhos,
dos mapas, sortilégios de anunciar esboços.

Já sem asas saltitam pelos campos nus,
as folhagens das cruas flores verdes do marmo,
pascendo ao longe sós, imóveis cavalos.
Eric Ponty

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