Soneto para Narcisos aéreos
Ó de súbito instante pássaro de alado,tangíveis nuvens céus azuis calmos morgados,
silente tempo faz; e perfaz, sutil árvores,
calmos fios do estio trespassando-se rio.
As cenas calmaria são de silentes prados,
se convergem arado pelo aéreo fado,
sem densidade dão vivas verves que atam,
se refletem no lago dos narcisos passam.
Ágeis narcisos, clama arado pelo arado,
sutis dizem coisas solidas ao estado,
vertente que vem mente que aproxima d´água.
Narcisos se olham, sós, perpétuos não nos dizem,
quando passamos almas de remoer instantes,
toda calmaria faz perplexa pelo fazem.
Eric Ponty
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