Quarta-feira, Junho 01, 2011

Soneto para aliviar tédio
Quisera à terra jovem poeta gris,
esboçar plenos rios de minerva,
dizendo cedro do eco que se serva,
quis pelo prado abril atear-lhe rins.

No combalido coração faz dança,
alberga sombras vozes dessas tranças,
desabitados prados cantos trevas,
anunciando de anunciar-se de ervas.

Desenhará de uma ave de solstícios,
é quando à terra ou sol principiam lua,
de fácil pássaro entre à luz da rua.

Por ser liberta, plana na memória,
há no coração tão tardio história,
que roendo lento passa na espécie.
Eric Ponty

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