Sexta-feira, Junho 17, 2011

Soneto do longínquo tom do prado


Silencioso da cor vela morredoura urzes,
traz pensamento leva ouvido do longínquo,
soando tange sons dos prados destas flores,
ocaso tão bucólica, Ode  imensidões,

Traz cotidiano, dobra perpetra iníquo,
na pulsação do medo entre dos casarões.
precipício badalo que repousa alado,
qual meigo do ermo puro eterno exilado.

Tempo nave ressoando qual o silenciar:
Tom pureza do som tangido do zelado,
extenso deste som, imaterial  história!

São melancolias tons de eterna enunciatária,
vazio silente azul brandir-nos branco prado,
recoberto tinir das torres presenciar.
Eric Ponty

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