traz pensamento leva ouvido do longínquo,
soando tange sons dos prados destas flores,
ocaso tão bucólica, Ode imensidões,
Traz cotidiano, dobra perpetra iníquo,
na pulsação do medo entre dos casarões.
precipício badalo que repousa alado,
qual meigo do ermo puro eterno exilado.
Tempo nave ressoando qual o silenciar:
Tom pureza do som tangido do zelado,
extenso deste som, imaterial história!
São melancolias tons de eterna enunciatária,
vazio silente azul brandir-nos branco prado,
recoberto tinir das torres presenciar.
Eric Ponty
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